segunda-feira, 25 de abril de 2011

Proposta de Trabalho 3 - A Cor: Memória descritiva

Projecto 1





Através da quantidade de cores vermelhas e castanhas, e da predominância de tons quentes, associamos imediatamente a primeira imagem a um cenário de Outono, calmo e triste. As emoções transmitidas são de melancolia e envelhecimento. O caminho, no qual se centra a composição, parece abandonado e esquecido.

Mas se alterarmos o padrão de cores da composição, isto é, alterar os tons de vermelho e castanho para tons de verde, o sentido da imagem altera-se por completo. Imediatamente, associamos o verde à Primavera, o que só por si altera as emoções que são transmitidas pela imagem.

A concepção deste projecto foi muito simples, não tendo sido necessário recorrer a ferramentas de selecção. A técnica utilizada neste exemplo passou por apenas 2 ferramentas do Photoshop.
1.        Replace Color: Seleccionando o vermelho escuro (tom mais predominante na imagem original), foi substituído por um verde escuro.
2.       Color Balance: Usada para suavizar a intensidade dos verdes, e torna-los um pouco mais próximos da realidade. Acrescentou-se um pouco de vermelho na imagem.

Projecto 2





O título desta imagem, retirada do blog pessoal do fotógrafo Mehrdad Garousi, é “Solidão”.
Embora a disposição dos elementos na imagem desempenhem um papel fulcral na passagem da mensagem desta fotografia, a ausência da variedade de cor também influencia a atribuição de significado.
Colorindo esta imagem, obtemos um cenário muito mais alegre e trivial, que retira à imagem a carga pesada que o autor lhe atribuiu. Assim, o modelo que antes olhava pela janela numa expressão solitária, triste e resignada, na segunda imagem transmite mistério e inocência, como quem espera por alguém.
Neste exemplo, recorreu-se ao "Polygonal tool" para seleccionar as diferentes partes que iriam ser pintadas. Como a selecção nunca é exacta, criaram-se "Layer Masks" para apagar os bocados que ficavam pintados acidentalmente ou que tínhamos mais dificuldade em separar da selecção. No que respeita à técnica de colorir, e para não alterar as texturas da imagem, recorreu-se sempre a quatro ferramentas: "Replace Color", "Color Balance", "Hue/Saturation" e "Channel Mixer".
A primeira alteração foi pintar a parede numa tonalidade quente, o que desde logo removia grande parte da frieza da imagem. De seguida, as roupas da modelo e o tom da sua pele. Por fim, foram pintadas as cortinas e a janela.

Projecto 3




O poster do filme “The Spirit”, realizado por Frank Miller, apresenta características distintas deste autor, como o contraste preto e branco e o vermelho a realçar o título do filme e a gravata do personagem, envolvendo toda a composição num ambiente sombrio, negro e violento. Estas características são auxiliadas pelo misticismo à volta do sujeito no poster, e pelas palavras que aparecem sobre as habitações. Toda a composição é notavelmente fria, crua e tenebrosa.
Contudo, se colorirmos a imagem, esta perde muita da sua imponência, dando-lhe um aspecto mais infantil e até folclórico. Enquanto a primeira imagem mostra bem o cenário do filme, virado para um público mais adulto, a segunda revela um panorama mais leve e não tão violento. Com a mudança da cor do título do filme para amarelo, este perde algum do seu carácter mais sanguinário, apesar de certos elementos como a escuridão e a figura da personagem central do filme, não perderem o seu sentido com a colocação de tons mais coloridos.
Neste projecto, usamos sobretudo a opção “Variations” para colorir o poster e iluminar alguns elementos. Conseguimos assim uma imagem mais viva, alegre e virada para um público mais jovem.
Proposta de trabalho 3 – A cor
Recolha de exemplos

Era-nos pedido que fizéssemos uma recolha de exemplos do dia-a-dia em que a cor tivesse um papel determinante na comunicação da mensagem. Ficam em baixo alguns exemplos, uns de carácter prático, outros de carácter artístico, em que a cor é o instrumento principal para a passagem da mensagem e o ponto de partida para a descodificação da mesma.
Nas imagens acima, embora a forma seja muito parecida, a cor altera radicalmente o significado. A imagem à esquerda, o símbolo da luta contra o SIDA, e a imagem à direita, símbolo do luto.


Um dos elementos descritivos mais fortes das estações do ano é precisamente a cor. Por associação podemos ter: Verão – Amarelo, Laranja, Outono – Vermelho, Castanho, Cinzento, Inverno – Branco, Cinzento, Primavera – Verde.

Dois exemplos práticos que mostram a importância da cor no dia-a-dia.


O título desta composição é precisamente “rosa da luxúria”. A intensidade do vermelho e o facto de ser a única cor presente, ajudam a reforçar a mensagem, já que o vermelho é considerado a cor afrodisíaca, da luxúria e da paixão.

Neste caso, a abundância de azul pretende claramente criar uma sensação de frescura a que a marca do perfume pretende ver associado o seu produto.

Sem cor, esta imagem poderia não ter nenhum significado. Através do contraste de tonalidades de pele compreendemos instantaneamente que se trata de uma imagem com um apelo anti-racista.


 Por fim, mais alguns exemplos da vida prática em que a cor determina o significado da mensagem.

domingo, 17 de abril de 2011

Alberto Caeiro

"Tristes das almas humanas que põem tudo em ordem,
Que traçam linhas de coisa a coisa,
Que põem letreiros com nomes nas árvores absolutamente reais,
E desenham paralelos de latitude e longitude
Sobre a própria terra inocente e mais verde e florida do que uso!”

O cenário idílico de uma mesa de piquenique, coberta por uma vinha, personifica o carácter simples e bucólico do heterónimo Alberto Caeiro.
Primeiro criaram-se as linhas que dariam forma à vinha, usando a "Pencil tool". De seguida, usando a ferramenta “Attach to path”, moldou-se o texto às linhas criadas. Procedeu-se à alteração da cor, tamanho e espessura do texto para criar os diferentes formatos dos ramos. Este era o elemento principal do projecto e aquele que mais rapidamente ficou pronto. O mais difícil era decidir como desenrolar a composição a partir daí.
Acabamos por manter o documento na vertical e por enquadrar a vinha no topo da imagem, deixando um vasto espaço para o solo, que ajuda a transmitir a ideia de “terra inocente” e de um cenário campestre e primitivo. No chão, as folhas (representadas pela letra "t") amontoam-se, criando um cenário outoniço.
A mesa, composta por uma flor (com o “O” que completa os dois nomes do heterónimo: Alberto e Caeiro), é feita com dois “r’s” simétricos e um T, esticado depois de aplicar o “Split”. O nome do heterónimo foi, assim,  escrito simetricamente e aponta simbolicamente para um espaço de vida e de verde à volta da mesa onde se encontra pousada a flor. Rodeada ainda pelo castanho das folhas, como um mundo mortiço e desgastado, pelo homem que o transforma e nele procura significado para tudo.
Para além da acima descrita, a outra razão pela qual decidimos usar a cor nesta composição foi precisamente para reforçar o seu efeito. O castanho e o verde são as cores mais presentes na natureza e ajudam à compreensão imediata da imagem que, por limitações técnicas, não é tão clara e elucidativa como a princípio se pretendia.
Ainda assim, o resultado foi bastante satisfatório dado ao contexto. Uma nota para o nome do heterónimo (era requerido no enunciado que estivesse presente) que surge no extremo direito da imagem.
 
Ricardo Reis

Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.”


O que se pretendia com a composição relativa ao heterónimo Ricardo Reis era ilustrar o excerto do poema, recorrendo à tipografia. Como elementos de presença obrigatória tínhamos a pagã triste, que é o tema central do poema, o rio que passa, como a vida, e o Sol que simboliza a efemeridade do dia, a imediatez do presente e que vai ao encontro da filosofia do “carpe diem” deste heterónimo.
Assim, optamos por criar uma composição mais simples e mais vaga, como a memória que o poeta evoca no poema. Como que substituindo a figura da pagã triste, as duas palavras aparecem na margem do rio. O “A” da palavra “Pagã” foi alterado para conferir a ideia de feminino, recorrendo ao “til” para simbolizar o cabelo ondulando ao vento, e preenchendo a letra com a cor preta, de modo a moldar-lhe um corpo. Na palavra triste, a lágrima que escorre da letra “i” foi desenhada para reforçar o sentido da palavra.
Para recriar o rio recorremos à mesma técnica usada para desenhar a vinha. Com a "Pencil tool" criaram-se as linhas que representavam a ondulação e o movimento da água, procedendo-se à "fusão" do texto com esses contornos.
Por fim, o sol. Primeiro desenhou-se uma circunferência e de seguida uma caixa com o texto de 24 linhas que servia de matéria-prima à composição. Usando o “Paste special”, este texto foi recortado na forma da circunferência. Por fim, o nome do heterónimo surge em destaque, pintado de preto (o resto do texto está a cinzento), por entre as frases que dão corpo ao sol.
 
Álvaro de Campos
 
“Ó rodas, Ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!”



Álvaro de Campos. O heterónimo do futuro e da revolta. O Maquinista. A palavra fúria, a chaminé, o fumo, o relógio e as rodas dentadas são talvez os símbolos que mais se relacionam com ele.
Usando o texto de 24 linhas, pretendíamos dar a ideia do fumo que sai duma chaminé. A chaminé foi desenhada com a "Line tool" e substitui a letra “i” na palavra Fúria. A letra “A” foi alterada e engrossada, de modo a reforçar visualmente o sentido da palavra. Para o fazer, recorreu-se à opção “Split”.
Nesta composição decidimos não criar nenhum cenário, nem dispor os elementos logicamente e de forma organizada. Isto para ir ao encontro da personalidade do heterónimo e do excerto que servia de ponto de partida. O passo seguinte foi desenhar a roda dentada em forma de relógio. Para isso, retirou-se uma imagem "bitmap" da Internet e recorrendo à ferramenta “Trace” esta foi convertida para formato vectorial.
De seguida, aumentamos diâmetro da circunferência branca que ocupa o centro da roda dentada, para que esta se assemelhasse mais à forma de um relógio. Posto isto, e usando a imagem de um relógio como referência, desenhou-se os traços correspondentes às 12 horas. Por fim, com a opção “Attach to path” colocamos o texto desejado nas linhas dos ponteiros do relógio. Entre este texto encontra-se o nome do heterónimo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Tipografia - Recolha de exemplos

Aqui ficam alguns exemplos que resultaram de uma pesquisa, e que serviram como referência para o projecto 2 - Tipografia.